sexta-feira, 18 de junho de 2010



Maior parte da frota brasileira de carros é financiada


Uma pesquisa feita em 2009 pela Anef, que é a associação das financeiras das montadoras, chegou ao resultado de que 56% dos mais de 24 milhões de carros nacionais com até 15 anos de uso tem algum tipo de financiamento ativo.

Essa mesma pesquisa de 4 de agosto de 1999 nos primeiros seis meses , a associação contabilizou 56 mil compradores inadimplentes..


Bem, assim como muitos venho ultimamente pensando em financiar um carro novo e aí não pude deixar de notar um carro estacionado numas das ruas principais do bairro em que moro. Dei muitas gargalhadas e registrei o momento.

domingo, 6 de junho de 2010

Seja você mesmo (Momento Zen)



Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior.
Ele então disse ao Mestre:
- “Pôr que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Pôr que estou me sentindo assustado agora?”
O Mestre falou:
- “Espere. Quando todos tiverem partido, responderei.”
Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:
- “Agora você pode me responder pôr que me sinto inferior?”
O Mestre o levou para fora. Era um noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:
- “Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca. houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior: ” Pôr que me sinto inferior diante de você? ” Esta árvore é pequena e aquela é grande – este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.”
O samurai então argumentou:
- “Isto se dá porque elas não podem se comparar.”
E o Mestre replicou: Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo.
Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer.
Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Corpus Christi estressante

Feriado ou não? Bem aqui em Pernambuco o feriado de Corpus Christi é transferido para o São João. Se bem que as agencias Bancárias aproveitam e fecham. Bom pra eles, já para nós professores algo bem estressante nos aguardava. Às 8h da manhã do dia de Corpus Christi (03/06) percebo uma ligação no meu celular. Era da Escola onde trabalho. Retorno imediatamente a ligação para lá e descubro que era o último dia para renovar contrato na GRE (Gerência Regional de Educação) Norte. Imediatamente peguei a bolsa, documentação e corri pra escola, pois antes de ir à GRE teria que pegar um ofício assinado pelo Gestor.
Passei então na escola peguei o ofício e às 9h estava lá na GRE. Ao entrar percebi que não seria um dia muito fácil, já que o auditório estava lotado de professores com a mesma missão que eu tinha. Encontrei então os colegas de profissão sentados que me passaram a informação que primeiro teria que protocolar o ofício pra depois assinar uma ata de espera. Protocolei então o oficio numa outra sala e voltei para assinar a ata. Assinei no número 104 e fui procurar uma cadeira pra sentar.
No ínterim, estava preocupado, pois eu tinha me inscrito num seminário sobre educação do MEC, que seria o de 8h às 1h 30min e já era 10h sendo chamado o nº 15. Acertei com uns 3 professores amigos meu que eles me ligassem quando estivesse perto da vez deles. Eles eram mais ou menos os 90, 91.
Fui então ao seminário, e lá fiquei totalmente preocupado com o que estava acontecendo lá na GRE e ligava constantemente para saber em que número a chamada estava. Logo vi que não ia chamar o número 104 nem tão cedo. Terminou o seminário eu almocei e retornei pra GRE às 14h 30min e ao chegar lá vi que tudo estava como de manhã. Se bem que tinha passado do número 15 para o 30. Conversa vai e conversa vem, às horas foram passando: 15h, 16h, 17h, 18h. De mais ou menos 2 em 2 horas o moço lá da secretaria mudava a forma de atendimento, pois sabia que não daria tempo pra atender todo mundo até o fim do dia. Num momento desses, de informação, avisou que visto já está tarde e não daria tempo pra todo mundo trazer o documento assinado pelo o gestor então a GRE receberia o dito documento até o meio dia do dia seguinte (sexta feira).
O tempo passando, acabando a paciência, professores passando mal, professores desistindo de renovar contrato, professores reclamando etc. Às 18h 20 min. fui chamado e com o ofício na mão fui guiado até uma sala com mais 4 pessoas que também tinham sidos chamados. Lá tinha umas 15 cadeiras onde me sentei para aguardar a minha vez de entrar numa outra sala para pegar os formulários e preencher. Nesta sala tinha uma pessoa que verificava a situação do professor através de um computador.
Chegou minha vez, entrei na outra sala e la recebi algumas orientações e as 4 vias para preenchimento mais um documento que deveria ser levado a escola para o gestor preencher e assinar e assim trazer de volta até o meio dia do dia seguinte. Mas, eu não tinha tempo no outro dia para fazer isso, então corri na escola, ainda consegui pegar o vice gestor Fernando que carimbou e assinou o documento. Retornei a GRE e aí fui pra fila de novo (das cadeiras) para poder entregar as 4 vias preenchidas e o documento assinado. Consegui sair de lá de quase 20h cansado, estressado, angustiado com aquilo tudo lá. Foi um Corpus Christi pra nunca mais esquecer.

FIM

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Jully

No tempo que eu tinha tempo de ficar várias horas na internet conheci uma jovem numa sala de bate-papo.
Logo nos entendemos, pois nós dois éramos apaixonados pela boa música. Ela tinha 17 anos, jovem muito inteligente, era descendente de alemães e morava com a tia no Rio Grande do Sul. Os dias iam passando e imos nos conhecendo melhor. Descobrir que ela tinha terminado o curso de piano e que tinha passado no vestibular para medicina. Porém eu notava algo estranho em algumas atitudes dela. A Jully sempre parecia estar apressada, queria tudo pra “ontem”. No inicio achei que era coisa de adolescente, mas depois descobri que não era isso.
O problema era que ela tinha leucemia,doença que começa na medula óssea (parte interna dos grande ossos, a “fábrica do sangue”) e se espalha para outras partes do corpo. O nome dela era na verdade Gerda e ela tinham essa doença seriíssima. Trocamos fotos e eu tive a oportunidade de conhecer a Naieska que era a tia dela. Certo dia não consegui contato com a Jully pela internet. Passou-se uma semana e encontrei a Naieska no MSN. Ao procurar saber da Jully fui informado que ela tinha ido de UTI aérea para São Paulo, pois estava muito mau e precisava se tratar com o médico que a acompanhava desde criança. A partir desse dia não consegui mais teclar com a Jully com a freqüência de antes. Segunda a própria ela estava debilitada de forma que mal podia teclar direito no PC.
Os dias foram passando e o tratamento não surtia mais efeito e não conseguiam compatibilidade para transplante. Lembro-me do último dia que ela disse que não tinha mais jeito pra ela e que seria levada para servir de experiência em Cuba. Isso foi no fim do ano, finalzinho de novembro e algumas semanas depois encontro a Tia dela na net que me disse que a Jully tinha morrido. Só depois numa outra conversa descobri que a Naieska na verdade era a mãe dela. A Naiska engravidou quando ainda estava na faculdade e deixou a July (Gerda) aos cuidados da irmã. Por algumas semanas ainda consegui contato com a Naieska. Depois, até hoje não consegui mais.

Fim

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Um matuto no exército

Eram quatro horas da madrugada e uma fila já se se encostava ao muro do local destinado ao alistamento para o serviço militar. Na semana anterior eu tinha chegado às 5h da manhã e não fui atendido. Ás 8h o local era aberto e o responsável entregava apenas 20 fichas por dia para ser atendido. Por isso precisei chegar tão cedo para poder pegar uma ficha e ser atendido. Ao chegar, dessa vez às 4h da manhã já observei 4 jovens sentados na calçada defronte ao portão. Logo descobri que eles estavam ali desde a meia noite. Na verdade um deles estava deitado dormindo. Às 8h foram entregues as fichas e então ficamos na fila esperado o alistamento começar. Alguns preferiram sentar-se ao chão enquanto outros permaneceram de pé. Daí o portão foi aberto de todos passaram para parte de dentro ficando ainda de lado de fora da sala.

Após alguns minutos um por um iam sendo chamado para dentro da sala. Funcionava assim: Um jovem era chamado, uma funcionaria pegava as digitais (dos dez dedos) das mãos e pedia para que assinássemos numa parte do documento. Depois o responsável pelo alistamento mandava o jovem após assinar ir na balança que ficava no lado direito da sala encostada na parede para tirar o peso e a medida, pois a balança tinha uma espécie de escala feita de madeira por trás que aí a pessoa colocava na cabeça daí sabia qual a altura. Após tudo isso , o jovem ia para o fundo da sala, sentava-se próximo a um birô onde o responsável datilografava os dados pessoais.

Entre os que estavam na espera estava um jovem do interior. Desde a espera inicial na fila ele estava sendo motivo de chacota pelo os demais. Na vez dele foi engraçado demais. Após ele deixar as digitais o chato do responsável pelo alistamento disse: bem, agora vá e coloque a madeira na cabeça.” Ou seja vá se medir na balança. La se foi o ‘matuto” para o fundo da sala. Bem no fundo da sala tinham duas bandeira bem grandes, uma do Estado de Pernambuco e outra do Brasil.

E ele foi para perto da bandeira daí o chato perguntou: “ meu amigo, pra onde você pensa que vai? E ele respondeu: O senhor não mandou eu por a bandeira na cabeça? Você é de onde perguntou o capitão. Ele disse meio timidamente que era do interior. Há quanto tempo você está aqui rapaz? Cinco anos respondeu jovem enrolado. Cinco anos? Esse tempo todo e você ainda é enrolado assim? Daí ele explicou q era a madeira da balança e o coitado então entendeu e foi se medir.

Fim