Eram quatro horas da madrugada e uma fila já se se encostava ao muro do local destinado ao alistamento para o serviço militar. Na semana anterior eu tinha chegado às 5h da manhã e não fui atendido. Ás 8h o local era aberto e o responsável entregava apenas 20 fichas por dia para ser atendido. Por isso precisei chegar tão cedo para poder pegar uma ficha e ser atendido. Ao chegar, dessa vez às 4h da manhã já observei 4 jovens sentados na calçada defronte ao portão. Logo descobri que eles estavam ali desde a meia noite. Na verdade um deles estava deitado dormindo. Às 8h foram entregues as fichas e então ficamos na fila esperado o alistamento começar. Alguns preferiram sentar-se ao chão enquanto outros permaneceram de pé. Daí o portão foi aberto de todos passaram para parte de dentro ficando ainda de lado de fora da sala.
Após alguns minutos um por um iam sendo chamado para dentro da sala. Funcionava assim: Um jovem era chamado, uma funcionaria pegava as digitais (dos dez dedos) das mãos e pedia para que assinássemos numa parte do documento. Depois o responsável pelo alistamento mandava o jovem após assinar ir na balança que ficava no lado direito da sala encostada na parede para tirar o peso e a medida, pois a balança tinha uma espécie de escala feita de madeira por trás que aí a pessoa colocava na cabeça daí sabia qual a altura. Após tudo isso , o jovem ia para o fundo da sala, sentava-se próximo a um birô onde o responsável datilografava os dados pessoais.
Entre os que estavam na espera estava um jovem do interior. Desde a espera inicial na fila ele estava sendo motivo de chacota pelo os demais. Na vez dele foi engraçado demais. Após ele deixar as digitais o chato do responsável pelo alistamento disse: bem, agora vá e coloque a madeira na cabeça.” Ou seja vá se medir na balança. La se foi o ‘matuto” para o fundo da sala. Bem no fundo da sala tinham duas bandeira bem grandes, uma do Estado de Pernambuco e outra do Brasil.
E ele foi para perto da bandeira daí o chato perguntou: “ meu amigo, pra onde você pensa que vai? E ele respondeu: O senhor não mandou eu por a bandeira na cabeça? Você é de onde perguntou o capitão. Ele disse meio timidamente que era do interior. Há quanto tempo você está aqui rapaz? Cinco anos respondeu jovem enrolado. Cinco anos? Esse tempo todo e você ainda é enrolado assim? Daí ele explicou q era a madeira da balança e o coitado então entendeu e foi se medir.
Fim
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