sexta-feira, 21 de maio de 2010

Problemas com o elevador

Poucos talvez tiveram a sorte de não ter nenhum problema com elevador. Algumas pessoas têm trauma, não entram no bicho de jeito nenhum. Eu pelo menos nunca fiquei preso dentro de um, mas certa vez o elevador de um edifício me pregou uma peça. Mas, antes de contar sobre esse momento quero dizer que o último elevador que peguei produzia um som de sirene quando a porta abria e eu fiquei procurando a ambulância no corredor do prédio. Brincadeiras a parte, faz uns dois anos que me atrapalhei um pouco por causas de um elevador. Tudo aconteceu numa tarde quando eu fui dar uma aula de violão. Eu entrei no prédio, chamei o elevador, entrei e escolhi o andar 801 que era o apartamento que morava o aluno. Apareceu o 8º andar no display do bicho, a porta abriu eu saí e toque na campanhia do apartamento como era costumeiro fazer toda semana. A empregada abriu a porta da área de serviço, eu estava com um violão pendurado nas costas, ela prontamente disse pode entrar. O interessante é que ao tocar a campanhia o cachorro latiu. Digo interessante porque eu nunca tinha visto ou ouvido um cão naquele apê. Pensei, olha que legal estão criando um cão agora. O pior é que ao ir entrando fui notando que os móveis eram diferentes. Pensei, nossa! Trocaram tudo, até de empregada. Realmente algo estava errado. Sempre que chegava ia logo para varanda, pois, era lá que o Rafael meu aluno gostava de estudar. Então fui indo para a varanda passando pela sala. Nisso a empregada gritou da cozinha para alguém que estava na varanda com um violão: Rafael está aqui. Não dava pra ver quem era que estava na varanda, mas logo a pessoa se levantou e veio ate mim. Era um rapaz cabeludo que aparentava uns 17 anos e o Diogo que eu ensinava a só tinha uns 12. O cabeludo chegou até mim e eu disse: cara acho que tem alguma coisa errada aqui, e ele disse: também acho. Então eu expliquei que ensinava violão pra um garoto chamado Diogo. Ele comentou que não conhecia ninguém ali com esse nome. Daí eu cheguei por um rápido momento a pensar que estava no prédio errado. Na verdade eu não estava entendendo mais nada. Foi então que perguntei a ele se ali não era o 8º andar. O cabeludo me disse que não. Ali na verdade era o 9º andar.
Pronto. Estava resolvido o problema. Mas, eu tinha certeza que estava no 8º andar, pois tinha apertado nos oito e o display marcava 8º andar. Pois é, o vilão foi o bendito elevador que estava com defeito. Ele mostrava um andar no display, mas parava em outro. Depois de tudo explicado, rimos um pouco e terminei fazendo uma nova amizade. O cabeludo me mostrou o equipamento musical que ele tinha, falamos um pouco sobre musica e estilos musicais etc. Me despedi, e voltei para o elevador maluco e dessa vez acertei de andar. O Rafael, meu aluno que tinha sido avisado pelo porteiro que eu estava subindo estava ansioso , esperando, imaginando o porquê eu estava demorando tanto pra subir.

Fim

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