No tempo que eu tinha tempo de ficar várias horas na internet conheci uma jovem numa sala de bate-papo.
Logo nos entendemos, pois nós dois éramos apaixonados pela boa música. Ela tinha 17 anos, jovem muito inteligente, era descendente de alemães e morava com a tia no Rio Grande do Sul. Os dias iam passando e imos nos conhecendo melhor. Descobrir que ela tinha terminado o curso de piano e que tinha passado no vestibular para medicina. Porém eu notava algo estranho em algumas atitudes dela. A Jully sempre parecia estar apressada, queria tudo pra “ontem”. No inicio achei que era coisa de adolescente, mas depois descobri que não era isso.
O problema era que ela tinha leucemia,doença que começa na medula óssea (parte interna dos grande ossos, a “fábrica do sangue”) e se espalha para outras partes do corpo. O nome dela era na verdade Gerda e ela tinham essa doença seriíssima. Trocamos fotos e eu tive a oportunidade de conhecer a Naieska que era a tia dela. Certo dia não consegui contato com a Jully pela internet. Passou-se uma semana e encontrei a Naieska no MSN. Ao procurar saber da Jully fui informado que ela tinha ido de UTI aérea para São Paulo, pois estava muito mau e precisava se tratar com o médico que a acompanhava desde criança. A partir desse dia não consegui mais teclar com a Jully com a freqüência de antes. Segunda a própria ela estava debilitada de forma que mal podia teclar direito no PC.
Os dias foram passando e o tratamento não surtia mais efeito e não conseguiam compatibilidade para transplante. Lembro-me do último dia que ela disse que não tinha mais jeito pra ela e que seria levada para servir de experiência em Cuba. Isso foi no fim do ano, finalzinho de novembro e algumas semanas depois encontro a Tia dela na net que me disse que a Jully tinha morrido. Só depois numa outra conversa descobri que a Naieska na verdade era a mãe dela. A Naiska engravidou quando ainda estava na faculdade e deixou a July (Gerda) aos cuidados da irmã. Por algumas semanas ainda consegui contato com a Naieska. Depois, até hoje não consegui mais.
Fim
sexta-feira, 28 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Um matuto no exército
Eram quatro horas da madrugada e uma fila já se se encostava ao muro do local destinado ao alistamento para o serviço militar. Na semana anterior eu tinha chegado às 5h da manhã e não fui atendido. Ás 8h o local era aberto e o responsável entregava apenas 20 fichas por dia para ser atendido. Por isso precisei chegar tão cedo para poder pegar uma ficha e ser atendido. Ao chegar, dessa vez às 4h da manhã já observei 4 jovens sentados na calçada defronte ao portão. Logo descobri que eles estavam ali desde a meia noite. Na verdade um deles estava deitado dormindo. Às 8h foram entregues as fichas e então ficamos na fila esperado o alistamento começar. Alguns preferiram sentar-se ao chão enquanto outros permaneceram de pé. Daí o portão foi aberto de todos passaram para parte de dentro ficando ainda de lado de fora da sala.
Após alguns minutos um por um iam sendo chamado para dentro da sala. Funcionava assim: Um jovem era chamado, uma funcionaria pegava as digitais (dos dez dedos) das mãos e pedia para que assinássemos numa parte do documento. Depois o responsável pelo alistamento mandava o jovem após assinar ir na balança que ficava no lado direito da sala encostada na parede para tirar o peso e a medida, pois a balança tinha uma espécie de escala feita de madeira por trás que aí a pessoa colocava na cabeça daí sabia qual a altura. Após tudo isso , o jovem ia para o fundo da sala, sentava-se próximo a um birô onde o responsável datilografava os dados pessoais.
Entre os que estavam na espera estava um jovem do interior. Desde a espera inicial na fila ele estava sendo motivo de chacota pelo os demais. Na vez dele foi engraçado demais. Após ele deixar as digitais o chato do responsável pelo alistamento disse: bem, agora vá e coloque a madeira na cabeça.” Ou seja vá se medir na balança. La se foi o ‘matuto” para o fundo da sala. Bem no fundo da sala tinham duas bandeira bem grandes, uma do Estado de Pernambuco e outra do Brasil.
E ele foi para perto da bandeira daí o chato perguntou: “ meu amigo, pra onde você pensa que vai? E ele respondeu: O senhor não mandou eu por a bandeira na cabeça? Você é de onde perguntou o capitão. Ele disse meio timidamente que era do interior. Há quanto tempo você está aqui rapaz? Cinco anos respondeu jovem enrolado. Cinco anos? Esse tempo todo e você ainda é enrolado assim? Daí ele explicou q era a madeira da balança e o coitado então entendeu e foi se medir.
Fim
Após alguns minutos um por um iam sendo chamado para dentro da sala. Funcionava assim: Um jovem era chamado, uma funcionaria pegava as digitais (dos dez dedos) das mãos e pedia para que assinássemos numa parte do documento. Depois o responsável pelo alistamento mandava o jovem após assinar ir na balança que ficava no lado direito da sala encostada na parede para tirar o peso e a medida, pois a balança tinha uma espécie de escala feita de madeira por trás que aí a pessoa colocava na cabeça daí sabia qual a altura. Após tudo isso , o jovem ia para o fundo da sala, sentava-se próximo a um birô onde o responsável datilografava os dados pessoais.
Entre os que estavam na espera estava um jovem do interior. Desde a espera inicial na fila ele estava sendo motivo de chacota pelo os demais. Na vez dele foi engraçado demais. Após ele deixar as digitais o chato do responsável pelo alistamento disse: bem, agora vá e coloque a madeira na cabeça.” Ou seja vá se medir na balança. La se foi o ‘matuto” para o fundo da sala. Bem no fundo da sala tinham duas bandeira bem grandes, uma do Estado de Pernambuco e outra do Brasil.
E ele foi para perto da bandeira daí o chato perguntou: “ meu amigo, pra onde você pensa que vai? E ele respondeu: O senhor não mandou eu por a bandeira na cabeça? Você é de onde perguntou o capitão. Ele disse meio timidamente que era do interior. Há quanto tempo você está aqui rapaz? Cinco anos respondeu jovem enrolado. Cinco anos? Esse tempo todo e você ainda é enrolado assim? Daí ele explicou q era a madeira da balança e o coitado então entendeu e foi se medir.
Fim
Tempo de conservatório musical
Cada professor do Conservatório Pernambucano de Música tinha uma peculiaridade. Eu passei minha adolescência estudando música e pude gostar e desgostar de alguns. O Conservatório era um casarão antigo com vários pés de mangas e um estacionamento grande. Na época eu estudei laá, tinha um trailer com a logomarca da coca cola que servia de cantina. Meu primeiro professor que era de teoria musical e solfejo chamava-se Severino Revoredo. Era um senhor claro com uns 67 anos que já não escutava tão bem. Tínhamos que falar mais alto pra ele poder ouvir. Lembro-me bem que quando falávamos ele colocava a mão em forma de concha na orelha e pedia pra que repetíssemos.
O danado é que na hora do solfejo (cantar a melodia com os nomes e a afinação corretas das notas) ele ouvia qualquer desafinação ou erro, mesmo se estivéssemos cantando bem baixinho. Éramos uns 35 nas sala e mesmo disfarçando , cantando baixinho no meio de outros ele apontava quem tinha errado e onde.
O Vinicius era professor de Percepção Musical. Cada manhã ele chegava contando uma história antes do início das aulas. Me lembro de algumas. Certa vez ele chegou sentou-se ao piano e começou a dizer: “gente! Coitado do boi... fico pensando no stress que eles passam todos juntos no caminhão sendo levados para serem abatidos.” Lembro-me da cara de melancolia que ele fazia. Noutro dia ele chegou: “minha gente! Não sei como é que o motorista de ônibus agüenta trabalhar. Eles ficam o dia inteiro ali sentados ouvindo aquele barulho do motor. Deus me livre, não sei como eles não ficam surdos.”
O Sérgio Barza era professor de história da música. Ficava no quadro por horas falando, escrevendo e escrevendo. Quando alguém interrompia e perguntava algo ele prontamente se virava e perguntava: “a mãe de quem?”
O Ednaldo não era professor, era um colega uns dois anos mais avançado que eu. Com ele acontecia o seguinte: quando estávamos lanchando, os professores tomando um cafezinho ele chegava pra moça da cantina e pedia um cachorro quente. Até aí tudo bem, só que aí quando pensávamos que ele iria pedir um refrigerante ou um suco e pedia um copo com leite. Daí ficávamos perturbando ele. Como é que o cara pediu um cachorro quente e um copo de leite?
Para terminar não posso deixar de citar o Henrique Anes. Grande violonista e professor que sempre tinha várias histórias pra contar. Eu adorava ficar o escutando mesmo pressentindo quem nem todas eram todas verdadeiras.
Fim
O danado é que na hora do solfejo (cantar a melodia com os nomes e a afinação corretas das notas) ele ouvia qualquer desafinação ou erro, mesmo se estivéssemos cantando bem baixinho. Éramos uns 35 nas sala e mesmo disfarçando , cantando baixinho no meio de outros ele apontava quem tinha errado e onde.
O Vinicius era professor de Percepção Musical. Cada manhã ele chegava contando uma história antes do início das aulas. Me lembro de algumas. Certa vez ele chegou sentou-se ao piano e começou a dizer: “gente! Coitado do boi... fico pensando no stress que eles passam todos juntos no caminhão sendo levados para serem abatidos.” Lembro-me da cara de melancolia que ele fazia. Noutro dia ele chegou: “minha gente! Não sei como é que o motorista de ônibus agüenta trabalhar. Eles ficam o dia inteiro ali sentados ouvindo aquele barulho do motor. Deus me livre, não sei como eles não ficam surdos.”
O Sérgio Barza era professor de história da música. Ficava no quadro por horas falando, escrevendo e escrevendo. Quando alguém interrompia e perguntava algo ele prontamente se virava e perguntava: “a mãe de quem?”
O Ednaldo não era professor, era um colega uns dois anos mais avançado que eu. Com ele acontecia o seguinte: quando estávamos lanchando, os professores tomando um cafezinho ele chegava pra moça da cantina e pedia um cachorro quente. Até aí tudo bem, só que aí quando pensávamos que ele iria pedir um refrigerante ou um suco e pedia um copo com leite. Daí ficávamos perturbando ele. Como é que o cara pediu um cachorro quente e um copo de leite?
Para terminar não posso deixar de citar o Henrique Anes. Grande violonista e professor que sempre tinha várias histórias pra contar. Eu adorava ficar o escutando mesmo pressentindo quem nem todas eram todas verdadeiras.
Fim
Problemas com o elevador
Poucos talvez tiveram a sorte de não ter nenhum problema com elevador. Algumas pessoas têm trauma, não entram no bicho de jeito nenhum. Eu pelo menos nunca fiquei preso dentro de um, mas certa vez o elevador de um edifício me pregou uma peça. Mas, antes de contar sobre esse momento quero dizer que o último elevador que peguei produzia um som de sirene quando a porta abria e eu fiquei procurando a ambulância no corredor do prédio. Brincadeiras a parte, faz uns dois anos que me atrapalhei um pouco por causas de um elevador. Tudo aconteceu numa tarde quando eu fui dar uma aula de violão. Eu entrei no prédio, chamei o elevador, entrei e escolhi o andar 801 que era o apartamento que morava o aluno. Apareceu o 8º andar no display do bicho, a porta abriu eu saí e toque na campanhia do apartamento como era costumeiro fazer toda semana. A empregada abriu a porta da área de serviço, eu estava com um violão pendurado nas costas, ela prontamente disse pode entrar. O interessante é que ao tocar a campanhia o cachorro latiu. Digo interessante porque eu nunca tinha visto ou ouvido um cão naquele apê. Pensei, olha que legal estão criando um cão agora. O pior é que ao ir entrando fui notando que os móveis eram diferentes. Pensei, nossa! Trocaram tudo, até de empregada. Realmente algo estava errado. Sempre que chegava ia logo para varanda, pois, era lá que o Rafael meu aluno gostava de estudar. Então fui indo para a varanda passando pela sala. Nisso a empregada gritou da cozinha para alguém que estava na varanda com um violão: Rafael está aqui. Não dava pra ver quem era que estava na varanda, mas logo a pessoa se levantou e veio ate mim. Era um rapaz cabeludo que aparentava uns 17 anos e o Diogo que eu ensinava a só tinha uns 12. O cabeludo chegou até mim e eu disse: cara acho que tem alguma coisa errada aqui, e ele disse: também acho. Então eu expliquei que ensinava violão pra um garoto chamado Diogo. Ele comentou que não conhecia ninguém ali com esse nome. Daí eu cheguei por um rápido momento a pensar que estava no prédio errado. Na verdade eu não estava entendendo mais nada. Foi então que perguntei a ele se ali não era o 8º andar. O cabeludo me disse que não. Ali na verdade era o 9º andar.
Pronto. Estava resolvido o problema. Mas, eu tinha certeza que estava no 8º andar, pois tinha apertado nos oito e o display marcava 8º andar. Pois é, o vilão foi o bendito elevador que estava com defeito. Ele mostrava um andar no display, mas parava em outro. Depois de tudo explicado, rimos um pouco e terminei fazendo uma nova amizade. O cabeludo me mostrou o equipamento musical que ele tinha, falamos um pouco sobre musica e estilos musicais etc. Me despedi, e voltei para o elevador maluco e dessa vez acertei de andar. O Rafael, meu aluno que tinha sido avisado pelo porteiro que eu estava subindo estava ansioso , esperando, imaginando o porquê eu estava demorando tanto pra subir.
Fim
Pronto. Estava resolvido o problema. Mas, eu tinha certeza que estava no 8º andar, pois tinha apertado nos oito e o display marcava 8º andar. Pois é, o vilão foi o bendito elevador que estava com defeito. Ele mostrava um andar no display, mas parava em outro. Depois de tudo explicado, rimos um pouco e terminei fazendo uma nova amizade. O cabeludo me mostrou o equipamento musical que ele tinha, falamos um pouco sobre musica e estilos musicais etc. Me despedi, e voltei para o elevador maluco e dessa vez acertei de andar. O Rafael, meu aluno que tinha sido avisado pelo porteiro que eu estava subindo estava ansioso , esperando, imaginando o porquê eu estava demorando tanto pra subir.
Fim
Gosto se discuti
Estava eu em frente ao meu PC terminando de elaborar uma partitura de uma composição de um compositor amigo meu. Na verdade estávamos nós dois. Ele cantando e eu escrevendo a melodia no computador. Daí eu me lembrei de mostrar a ele um livro que estava lendo. O livro era do crítico musical e historiado José Ramos Tinhorão e se tratava da história da Música Brasileira. Parei o que estava fazendo fui ao meu quarto pegar o livro. Ao voltar comecei a ler algumas partes que tinha marcado anteriormente que tratava da origem da Bossa Nova. O meu amigo é apaixonado por Bossa Nova e por João Gilberto, inclusive o nome do filho mais velho dele chama-se João Gilberto em homenagem ao cantor e compositor. Li algumas partes que achei mais relevante naquele momento. Começamos então a refletir um pouco sobre a péssima qualidade da música de hoje em dia. Mesmo que você não queira é obrigado a ouvir, pois as carrocinhas que vendem CDs estão em todo lugar tocando os últimos arrotos musicais em alto volume. Quando você vai perceber já sabe de có o refrão simplório e às vezes apelativo. E se você não se controlar logo estará batendo o pé no rítmo da música.
Imagino a dificuldade, quantos meses o compositor levou para criar lindas composições tais como: “se ela dança eu danço”, “quem é você”, “eu não sabo, não sabo” etc. E ainda tem mais, completou meu amigo, vem uns camaradas que pensam que entendem de música e vêem com o papo de que tal música é de raiz.
Após essa história de raiz, disse ele que era melhor a gente parar de falar coisas sem qualidade. Eu então concordei e na hora me lembrei de uma frase bastante usada por um professor meu da Faculdade, o professor Nelson Almeida(Nelsinho), Doutor em composição: “gosto se discuti, o que não se discuti é o mau gosto”.
Fim
Imagino a dificuldade, quantos meses o compositor levou para criar lindas composições tais como: “se ela dança eu danço”, “quem é você”, “eu não sabo, não sabo” etc. E ainda tem mais, completou meu amigo, vem uns camaradas que pensam que entendem de música e vêem com o papo de que tal música é de raiz.
Após essa história de raiz, disse ele que era melhor a gente parar de falar coisas sem qualidade. Eu então concordei e na hora me lembrei de uma frase bastante usada por um professor meu da Faculdade, o professor Nelson Almeida(Nelsinho), Doutor em composição: “gosto se discuti, o que não se discuti é o mau gosto”.
Fim
Mesário em tempo de eleição
Era um deus nos acuda. Chegou carta do TRE. Já sei, convocação para trabalhar como mesário no dia da eleição. Que era um dever de um cidadão eu sabia, mas poucos gostavam de ficar o dia todo preso servindo a nação enquanto outros votavam cedo e iam à praia ou ficavam em casa descansando. Então lá estava eu recebendo a convocação para trabalhar no dia da eleição. Fui convocado umas vezes. A primeira vez não me lembro bem o ano, mas lembro que foi bem antes do plebiscito para escolha da forma de governo no Brasil.
Nesta época não existia ainda a urna eletrônica sendo a eleição toda na cédula. Umas semanas antes os mesários receberam, treinamento dos técnicos do TER e no dia da eleição estava eu lá 1 hora antes como tinha aprendido no treinamento. Na verdade estava eu o Severino um colega meu de infância. Morava-mos perto um do outro, estudamos o primário na mesma escola e iríamos trabalhar como mesários na mesma escola, porém ficamos em sala diferente. Nossa como trabalhei uma fila enorme no lado de fora da sala para votar, ambiente quente como um forno sem falar na paciência que precisava se ter com as pessoas.
Chegando a hora do almoço fizemos uma programação. Tinha seis pessoas para ir almoçar. Eu morava praticamente em cima da escola, ou melhor, dizendo “EM BAIXO”, mas outros moravam um pouco distantes. Ao chegar meu momento para almoçar fui e voltei bem rápido preocupado com a demanda de nossa secção. Acho que com 35 minutos eu estava de volta. No final da votação fui o último a sair.
Os anos foram se passando e eu novamente convocado. Na última eleição que trabalhei já foi com a urna eletrônica. Foi moleza, mas bem fácil e rápido do que com as cédulas e também porque eu já estava “maceteado.” Pra começar quando cheguei à escola a urna já estava ligada e ativada. Quem trabalhou sabe que ela tem que ser ativada minutos antes do horário de início. No horário de almoço deixei todos irem primeiro, menos a presidente da mesa que almoçou na sala mesmo. Quando todos já tinham almoçado chegou minha vez. Fui pra casa eram umas 13h 25min, almocei, assisti TV e fui dormir um pouco. Lá pelas 15h 30min acordei tomei banho e retornei à escola. Assim que entrei na sala a Presidente falou logo: “pensei que não viesse mais.” Ela sorriu um pouco e eu também, já nos conhecíamos de eleições passadas. A sala estava tranqüila. Esta secção era outra,bem diferente da que eu relatei no inicio. Tinham poucos eleitores. Só forma fila no começo pela manhã e logo na primeira hora a fila terminava e ficavam vindo um por um.
Às 16h 20 min. mais ou menos a presidente da mesa perguntou se todos já tinham votado. Tínhamos combinado que ao ir almoçar cada já votasse logo para ficar livre. Eu esperto, não votei. E assim sai novamente e fui votar. A escola que eu votava se chamava Maria Tereza e ficava há uns 150 metros da Escola Santa Maria que era a que eu estava trabalhando. Aproveitei pra rever uns amigos que também estavam trabalhando, e conversar com alguns no caminho. Voltei só quando faltava uns 20 min. para encerrar a votação.
Fim
Nesta época não existia ainda a urna eletrônica sendo a eleição toda na cédula. Umas semanas antes os mesários receberam, treinamento dos técnicos do TER e no dia da eleição estava eu lá 1 hora antes como tinha aprendido no treinamento. Na verdade estava eu o Severino um colega meu de infância. Morava-mos perto um do outro, estudamos o primário na mesma escola e iríamos trabalhar como mesários na mesma escola, porém ficamos em sala diferente. Nossa como trabalhei uma fila enorme no lado de fora da sala para votar, ambiente quente como um forno sem falar na paciência que precisava se ter com as pessoas.
Chegando a hora do almoço fizemos uma programação. Tinha seis pessoas para ir almoçar. Eu morava praticamente em cima da escola, ou melhor, dizendo “EM BAIXO”, mas outros moravam um pouco distantes. Ao chegar meu momento para almoçar fui e voltei bem rápido preocupado com a demanda de nossa secção. Acho que com 35 minutos eu estava de volta. No final da votação fui o último a sair.
Os anos foram se passando e eu novamente convocado. Na última eleição que trabalhei já foi com a urna eletrônica. Foi moleza, mas bem fácil e rápido do que com as cédulas e também porque eu já estava “maceteado.” Pra começar quando cheguei à escola a urna já estava ligada e ativada. Quem trabalhou sabe que ela tem que ser ativada minutos antes do horário de início. No horário de almoço deixei todos irem primeiro, menos a presidente da mesa que almoçou na sala mesmo. Quando todos já tinham almoçado chegou minha vez. Fui pra casa eram umas 13h 25min, almocei, assisti TV e fui dormir um pouco. Lá pelas 15h 30min acordei tomei banho e retornei à escola. Assim que entrei na sala a Presidente falou logo: “pensei que não viesse mais.” Ela sorriu um pouco e eu também, já nos conhecíamos de eleições passadas. A sala estava tranqüila. Esta secção era outra,bem diferente da que eu relatei no inicio. Tinham poucos eleitores. Só forma fila no começo pela manhã e logo na primeira hora a fila terminava e ficavam vindo um por um.
Às 16h 20 min. mais ou menos a presidente da mesa perguntou se todos já tinham votado. Tínhamos combinado que ao ir almoçar cada já votasse logo para ficar livre. Eu esperto, não votei. E assim sai novamente e fui votar. A escola que eu votava se chamava Maria Tereza e ficava há uns 150 metros da Escola Santa Maria que era a que eu estava trabalhando. Aproveitei pra rever uns amigos que também estavam trabalhando, e conversar com alguns no caminho. Voltei só quando faltava uns 20 min. para encerrar a votação.
Fim
Uma Semana no Amoaras
Uma Semana no Amoaras
No inicio de 2009 fiquei sabendo que o projeto Com.Domínio Digital do Instituto Aliança com adolescente desenvolveria uma formação visando a inserção de jovens no mercado de trabalho e que dois dos profissionais que participariam dessa formação seria selecionado do próprio bairro onde seria estabelecido o projeto. Enviei então meu currículo e fiquei aguardando o resultado. Uma semana depois recebi um telefonema me informando que eu tinha sido selecionado para o teste e que seria na sexta feira às 2h no GP. Ao chegar lá encontrei alguns conhecidos q também participariam do teste. Eram 8 candidatos para 2 vagas. Uma das vagas seria para educador de DPS – Desenvolvimento Pessoal e Social – e a outra vaga para educador de CRT – Contexto das relações do Trabalho.
O teste terminou lá pelas 18h e foi-nos dito que já no dia seguinte saberíamos o resultado. No dia seguinte, sábado pela manhã o meu celular toca. Era a coordenadora pedagógica do Instituto Aliança. Lembro-me como se fosse hoje: “alô, Miquéias? Tenho uma notícia boa e uma ruim pra te dar. Você quer ouvir primeiro qual?” Perguntou ela. Eu meio confuso, pois ela ligaria para dizer resultado sendo positivo ou negativo, respondi: ”a boa primeiro.” “Você passou no teste e foi selecionado.” Nossa fiquei muito feliz, eufórico,mas e a notícia ruim perguntei. Ela respondeu: “bem, na verdade não é tão ruim assim... é que você terá que estar depois de amanhã, segunda feira às 7h da manhã na Praça do Derby para junto com outros educadores viajar para receber treinamento. Ela me passou a seguir 2 números para contato e se despediu.
Na segunda feira cheguei cedo ao lugar marcado com minha mala e muita vontade. Entrei no microônibus que nos levaria para um Resort que ficava há uns 100 km de Recife. Não conhecia ninguém. Ao entrar e subir dei bom dia e procurei algum lugar vago. Tinha um lugar mais ou menos na metade do ônibus no corredor lado do motorista e logo me sentei ao lado de uma moça morena clara simpática que depois fiquei sabendo que se chamava Waldeny. Conversamos um pouco sobre as expectativas, salário,atividades etc. La pelas 9h 20min chegamos no Resort Amoras e após um lanche rápido deu-se inicio ao treinamento que só acabaria no sábado à tarde.
Fim
No inicio de 2009 fiquei sabendo que o projeto Com.Domínio Digital do Instituto Aliança com adolescente desenvolveria uma formação visando a inserção de jovens no mercado de trabalho e que dois dos profissionais que participariam dessa formação seria selecionado do próprio bairro onde seria estabelecido o projeto. Enviei então meu currículo e fiquei aguardando o resultado. Uma semana depois recebi um telefonema me informando que eu tinha sido selecionado para o teste e que seria na sexta feira às 2h no GP. Ao chegar lá encontrei alguns conhecidos q também participariam do teste. Eram 8 candidatos para 2 vagas. Uma das vagas seria para educador de DPS – Desenvolvimento Pessoal e Social – e a outra vaga para educador de CRT – Contexto das relações do Trabalho.
O teste terminou lá pelas 18h e foi-nos dito que já no dia seguinte saberíamos o resultado. No dia seguinte, sábado pela manhã o meu celular toca. Era a coordenadora pedagógica do Instituto Aliança. Lembro-me como se fosse hoje: “alô, Miquéias? Tenho uma notícia boa e uma ruim pra te dar. Você quer ouvir primeiro qual?” Perguntou ela. Eu meio confuso, pois ela ligaria para dizer resultado sendo positivo ou negativo, respondi: ”a boa primeiro.” “Você passou no teste e foi selecionado.” Nossa fiquei muito feliz, eufórico,mas e a notícia ruim perguntei. Ela respondeu: “bem, na verdade não é tão ruim assim... é que você terá que estar depois de amanhã, segunda feira às 7h da manhã na Praça do Derby para junto com outros educadores viajar para receber treinamento. Ela me passou a seguir 2 números para contato e se despediu.
Na segunda feira cheguei cedo ao lugar marcado com minha mala e muita vontade. Entrei no microônibus que nos levaria para um Resort que ficava há uns 100 km de Recife. Não conhecia ninguém. Ao entrar e subir dei bom dia e procurei algum lugar vago. Tinha um lugar mais ou menos na metade do ônibus no corredor lado do motorista e logo me sentei ao lado de uma moça morena clara simpática que depois fiquei sabendo que se chamava Waldeny. Conversamos um pouco sobre as expectativas, salário,atividades etc. La pelas 9h 20min chegamos no Resort Amoras e após um lanche rápido deu-se inicio ao treinamento que só acabaria no sábado à tarde.
Fim
Lúcido Alvorecer
Lúcido Alvorecer
Por um certo tempo fiquei com uma idéia martelando em minha cabeça. Eu queria compor uma música. Para isso comecei a escutar diversos tipos de CDs e entre vários achei interessante uma levada de uma canção do Djavan. Imediatamente peguei meu violão e comecei a dedilhar alguns acordes da música CD. Na verdade não queria copiar a música, mas sim uma idéia harmônica e do arranjo. Pronto, eu já tinha então uma linha harmônica pra seguir.
Alguns dias depois passando numa barbearia de um amigo meu de nome Severino – ele prefere ser chamado de Bio – fui apresentado a uma jovem de nome Marília. A Marília era uma jovem religiosa que cantava no coral de igreja. Imediatamente comecei a pensar na possibilidade dela cantar a minha música. Na verdade a música nem estava pronta. Bem era um desafio. Minha pretensão era de compor uma canção que pudesse agradar quem era religioso e quem não era. À noite em casa peguei uma agenda coloquei o nome que eu já tinha previamente escolhido peguei o lápis a borracha e comecei a escrever. Foi um momento de pura inspiração. Afirmo isso porque a letra foi saindo daminha mente para o papel sem nenhuma dificuldade. Pronto, eu tinha acabado de compor Lúcido Alvorecer.
Noutro dia levei-a na barbearia do Bio na esperança de mostrá-la a Marília para que ela pudesse apreciar e se gostasse pegar a melodia. Neste dia eu não consegui, mas na outra semana eu a encontrei e pude mostrar a composição. Ela gostou mais não conseguiu pegar com facilidade de imediata melodia. No dia seguinte volte à barbearia e conheci a Fabiana. A barbearia fica numa ruazinha por onde passavam muitas pessoas e o Bio conhecia muita gente. Mostrei a música pra Fabiana que logo foi cantarolando a melodia. Fiquei muito contente, pois agora eu tinha achado alguém perfeito para interpretar a minha composição. Marcamos para nos encontrarmos no dia seguinte dessa vez levei o violão. Como eu já tinha feito a melodia pensando na voz da Marília e a Fabiana tinha um timbre parecido então ficou fácil. Algumas semanas depois tratei de gravar o arranjo no meu PC. Gravei baixo, bateria, teclado e violão. Deixei a musica pronta só esperando a voz da Fabiana. Noutra semana combinei coma Fabiana que após alguns ensaios gravou maravilhosamente bem.
Fim
Por um certo tempo fiquei com uma idéia martelando em minha cabeça. Eu queria compor uma música. Para isso comecei a escutar diversos tipos de CDs e entre vários achei interessante uma levada de uma canção do Djavan. Imediatamente peguei meu violão e comecei a dedilhar alguns acordes da música CD. Na verdade não queria copiar a música, mas sim uma idéia harmônica e do arranjo. Pronto, eu já tinha então uma linha harmônica pra seguir.
Alguns dias depois passando numa barbearia de um amigo meu de nome Severino – ele prefere ser chamado de Bio – fui apresentado a uma jovem de nome Marília. A Marília era uma jovem religiosa que cantava no coral de igreja. Imediatamente comecei a pensar na possibilidade dela cantar a minha música. Na verdade a música nem estava pronta. Bem era um desafio. Minha pretensão era de compor uma canção que pudesse agradar quem era religioso e quem não era. À noite em casa peguei uma agenda coloquei o nome que eu já tinha previamente escolhido peguei o lápis a borracha e comecei a escrever. Foi um momento de pura inspiração. Afirmo isso porque a letra foi saindo daminha mente para o papel sem nenhuma dificuldade. Pronto, eu tinha acabado de compor Lúcido Alvorecer.
Noutro dia levei-a na barbearia do Bio na esperança de mostrá-la a Marília para que ela pudesse apreciar e se gostasse pegar a melodia. Neste dia eu não consegui, mas na outra semana eu a encontrei e pude mostrar a composição. Ela gostou mais não conseguiu pegar com facilidade de imediata melodia. No dia seguinte volte à barbearia e conheci a Fabiana. A barbearia fica numa ruazinha por onde passavam muitas pessoas e o Bio conhecia muita gente. Mostrei a música pra Fabiana que logo foi cantarolando a melodia. Fiquei muito contente, pois agora eu tinha achado alguém perfeito para interpretar a minha composição. Marcamos para nos encontrarmos no dia seguinte dessa vez levei o violão. Como eu já tinha feito a melodia pensando na voz da Marília e a Fabiana tinha um timbre parecido então ficou fácil. Algumas semanas depois tratei de gravar o arranjo no meu PC. Gravei baixo, bateria, teclado e violão. Deixei a musica pronta só esperando a voz da Fabiana. Noutra semana combinei coma Fabiana que após alguns ensaios gravou maravilhosamente bem.
Fim
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